PROGRAMA DE
AUTOCONHECIMENTO

Todo sofrimento nasce da desconexão a respeito da nossa verdadeira natureza. Portanto, o autoconhecimento
é o que possibilita o acesso à realidade de quem somos, ou seja, a autorrealização.

Detalhes do programa

O anseio por um estado mais satisfatório de consciência é inerente ao ser humano. Mediante a percepção de que esse estado de bem-estar e/ou satisfação interna não é conquistado somente por bens materiais, realizações profissionais, ou mesmo relacionamentos, a atenção volta-se para dentro, emergem questionamentos sobre o propósito de vida, o que é a verdadeira felicidade e como fazer para alcançá-la.

Concepções errôneas formam-se desde a infância nesses níveis ocultos e inconscientes. Essas percepções distorcidas da realidade continuam a influenciar o comportamento do adulto. Elas se desenvolvem e terminam por se tornar conclusões firmemente arraigadas a respeito da vida, às quais chamamos de “imagens”, porque formam padrões rígidos como que encravados em nossa alma.

Um exemplo seria: Uma criança que aprende que não pode mostrar seus sentimentos, principalmente os afetivos, pois é um sinal de fraqueza. Além de uma experiência pessoal, esta imagem pode ser reforçada pela imagem da massa social que preconiza que homem não chora ou que homem é forte. Em qualquer situação em que poderia abrir-se emocionalmente, um indivíduo com essa imagem irá sempre obedecer ao sinal das imagens em vez de responder à situação real ou à outra pessoa espontaneamente, o que seria a resposta positiva, afirmadora da vida. Seu modo de agir com relação aos outros também será de tal que eles reagirão negativamente e confirmarão a falsa crença. Assim agindo, esse indivíduo se priva do prazer e comprime o fluxo de força da vida, criando tensões interiores e alimentando ainda mais a sua imagem. Criam-se deste modo padrões compulsivos negativos ou círculos viciosos que se autoperpetuam.

As conclusões errôneas que formam uma imagem são tiradas em estado de ignorância ou de conhecimento incompleto e, portanto, não podem permanecer na mente consciente. À medida que a criança cresce, seu conhecimento intelectual obtido mais recentemente entra em contradição com o “conhecimento” emocional antigo. A pessoa vai abafando o conhecimento emocional até que desapareça da visão consciente. Porém, quando mais o conhecimento emocional é asfixiado, mas forte se torna. Assim essas imagens inconscientes limitam o desenvolvimento do potencial da pessoa.

Quase todos nós crescemos acreditando que não somos bons suficientemente para sermos amados pelo que somos. Por isso, procuramos desesperadamente igualar-nos a uma imagem que criamos de como deveríamos ser. O esforço contínuo para sustentar essa versão idealizada é responsável por grande parte dos nossos problemas. Assim sendo, é o importante que você descubra sobre quais bases construiu sua imagem idealizada e como ela deu origem ao sofrimento e a frustração em sua vida. Você perceberá que o resultado desta imagem foi exatamente o oposto do que você esperava. Esta descoberta pode ser dolorosa, mas lhe possibilitará reavaliar sua postura frente ao mundo e o ajudará a tornar-se o seu verdadeiro eu, sem tensões.

Ao longo das 8 semanas, trabalharemos teorias, exercícios e técnicas que nos ajudarão a descobrir nossas dores, imagens, máscaras e outros conceitos fundamentais para trilharmos o caminho da auto realização.

Para ilustrar de forma ainda mais didática, considere-se um jardineiro que trabalha numa plantação, mas é incapaz de fazer a semente se tornar um broto.

Dessa forma:
• Preparar sua própria consciência é como o jardineiro que prepara o solo.
• Eliminar conceitos errados é como arrancar as ervas daninhas.
• Remover seus bloqueios é como a remoção de pedregulhos e rochas que impedem o crescimento das raízes e o desenvolvimento das plantas.
• Implantar conceitos verdadeiros na psique, que estejam de acordo com o fluxo da vida, é como plantar novas sementes.
• Cultivar a atitude correta e esperar pacientemente até que a semente esteja enraizada e possa brotar é como cuidar da terra e das plantas, vigiando para que elas recebam luz, umidade e nutrição suficientes.

Seguindo esses passos, o jardineiro cumpre o seu trabalho de chamar o processo criativo à existência, fazendo o melhor possível para que isso ocorra. Mas não é ele quem possui a capacidade de fazer uma árvore, uma fruta ou uma flor desabrochar de uma semente. Se o cultivador quiser uma determinada planta, a semente adequada deverá ser semeada, mas não caberá a ele consumar seu crescimento. Não há nada no mundo que o jardineiro possa fazer para que o grão se torne uma planta. Um processo criativo é um trabalho que exige a cooperação do jardineiro. Existem certas condições que ele pode—e deve—cumprir sozinho. Contudo, em seguida, a Natureza deverá executar o seu trabalho. Constantemente desejamos um resultado específico, mas o que semeamos é exatamente o seu oposto, consciente ou inconscientemente. Isso faz com que passemos a desconfiar da vida. Finalmente, quando passamos a enxergar a maneira como manifestamos exatamente o que foi semeado—até mesmo as criações negativas—então desenvolvemos uma confiança no princípio do processo criativo.

Conteúdo do programa

Semana 1: Eu idealizado
Quase todos nós crescemos acreditando que não somos suficientemente bons para sermos amados pelo que somos. Por isso, procuramos desesperadamente igualar-nos a uma imagem que criamos de como deveríamos ser. O esforço contínuo para sustentar essa versão idealizada é responsável por grande parte dos nossos problemas. Assim sendo, é o importante que você descubra sobre quais bases construiu sua imagem idealizada e como ela deu origem ao sofrimento e a frustação em sua vida.

Semana 2: Desenvolver a auto-observação
Na maioria das vezes, os julgamentos negativos do que vemos em nós mesmos são as vozes internalizadas dos pais ou de figuras de autoridade da infância, ou de rígidos códigos de conduta culturais e religiosos. Esses julgamentos não são o verdadeiro eu observador, mas vêm da autoimagem idealizada que incorporou padrões irrealistas de perfeccionismo, em relação aos quais constantemente nos comparamos.

Semana 3: Imagens ou crenças limitantes
A criança não tem nada com que comparar sua experiência; ela conhece apenas a realidade de sua família. Assim, é natural que conclua que a vida dever ser assim para todo mundo. Uma criança que entende que sua sexualidade é inaceitável para um membro de sua família, pode entender que sua sexualidade rejeitada por todos. A criança depois, vai mais longe e conclui que deve reagir de determinada forma para impedir a dor futura. Inconscientemente, conclui que, se refrear os sentimentos sexuais, não precisará sentir a dor de ser rejeitado por outra pessoa.

Semana 4: As máscaras
Por baixo da máscara está o eu inferior(dores e traumas da infância), a fonte do negativismo e destrutividade dentro de nós. Nossa negatividade é a verdadeira causa da nossa infelicidade. O eu inferior normalmente é inconsciente, no todo ou em parte, porque é difícil admitir a negatividade. Na infância, fizeram-nos sentir vergonha do eu inferior, e tínhamos medo de que a honestidade sobre os sentimentos negativos provocasse a rejeição por parte de nossos pais. Dessa forma, encobrimos esses sentimentos com uma máscara que, conforme esperávamos, seria a garantia de receber amor.

Semana 5: As defesas
Os seres humanos, como os animais, são dotados de um sistema natural de defesa que compre bem sua finalidade diante do perigo. Quando a sobrevivência física está ameaçada, nosso corpo liberar adrenalina, que amplia os sentidos e focaliza a nossa atenção na origem do perigo. As emoções se limitam a medo ou raiva, como defesas adicionais. Diante do perigo físico imediato, todas essas respostas são adequadas e nos ajudam a lidar com a ameaça real.
Diferente dos animais selvagens, os seres humanos tendem a estender e perverter essas capacidades natural de defesa. Além de tentarmos lutar contra a realidade da dor física e da inevitabilidade da morte física, também tentamos nos defender da dor emocional, dos golpes sofridos pelo ego e também pelo corpo. Em vez de reservar a reação de defesa, totalmente natural, apenas para situações de autentico perigo físico, invocamos as defesas sempre que a ameaça se dirige contra a auto-estima.

Semana 6: A negação do eu inferior
TA negação do eu inferior nos seres humanos é um impulso pelo menos tão forte quanto a negação da morte; as vezes é ainda mais forte. Existem pessoas que preferem o suicídio a ter que enfrentar fatos verdadeiros, embora negativos, a seu respeito, fatos que vêm a público e representam uma ameaça para sua reputação e auto-estima. Muitas vezes sentimos que o valor que atribuímos a nós mesmos depende tanto de sermos “bons”- ou pelo menos de darmos essa impressão aos outros.

Semana 7: Desejo inconsciente pelo negativo
Este caminho prossegue com a tomada de consciência dos desejos negativos deliberados, ou do ato de evitar resultados positivos, o que vem a ser a mesma coisa. Isso, como você pode ver é um importante marco em toda a sua rota de evolução. Isso constitui a diferença entre sentir-se uma indefesa folha ao vento e sentir-se governante de si mesmo, autônomo. O princípio de ciclos ou círculos – quer sejam benignos ou viciosos é sempre o princípio da autoperpetuação.

Semana 8: Transformação
A prática da meditação ajuda a pessoa a descer abaixo do nível usual do ruído mental e, então, a permanecer num estado de profunda quietude. Nesse estado de silêncio pode-se aprender a ouvir claramente a voz da criança que existe no Eu Inferior e a dialogar com ela. Aqui também é possível estabelecer contato com a sabedoria interior e recorrer a elas. É nessa fase do trabalho que o senso de identidade da pessoa começa a mudar de forma mais profunda.

Apenas 20 vagas por turma

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